terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Resenha: Monster Magnet - '4 Way Diablo' (2007)


Já pensou em um festival de bandas de rock alternativo, todas influenciadas principalmente pelo peso intenso e denso do Black Sabbath e a visceralidade do Led Zeppelin, entre outras grandes bandas de Hard Rock/Metal da mágica década de 70? Assim pode ser previamente definido o Stoner Rock, subgênero do Rock’n’Roll que teve seu auge na década de 90, no qual pode ser encontrado um peso nostálgico e moderno ao mesmo tempo.

Nesse mar de ondas sonoras gigantescas, há grupos surpreendentes como o Monster Magnet, que mistura todas essas influências já citadas sem deixar de apresentar identidade própria e única.

Guitarras contagiantes gritam através de distorções em ‘riffs’ densos e pesados, diretos e fenomenais – sem nunca perder a visceralidade do bom e velho Rock’n’Roll. Faixas como “Wall of Fire”, uma verdadeira tempestade de nostalgia e peso, são marcadas por simplicidade e intensidade.

Além do instrumental impecável que permeia esse “arroz-com-feijão” muito bem feito - tanto pelas guitarras quanto pela ‘cozinha’ da banda -, os bons vocais passam a impressão de que estamos nos primórdios do Hard Rock.

Recomendado para amantes de qualquer vertente do bom e velho Rock’n’Roll, principalmente aqueles que curtem um som direto e bem feito e que tenham mente aberta o suficiente para assimilar de forma positiva e clara tantas influências grandiosas.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Resenha: Metallica - 'Death Magnetic' (2008)


Muitos já acreditam que este novo álbum seja a volta definitiva do Metallica às suas raízes. Fatores como a inclusão de uma faixa intitulada “The Unforgiven III” realmente mostram a banda tentando resgatar as glórias metálicas de seu passado, mas ainda com toques modernos e um som diferenciado em algumas faixas.

Para a alegria dos fãs mais ortodoxos, músicas mais longas voltam a fazer parte do repertório de um dos ícones do Trash Metal. Porém, a impressão deixada ao decorrer da audição do álbum é de que a banda ainda está caminhando para uma verdadeira volta ao som de seus primórdios, mas isso pode ser considerado uma esperança para tantos fãs desapontados com as mudanças drásticas na sonoridade da banda em seus últimos lançamentos.

O álbum pode ser dividido entre verdadeiras pancadas em forma de som que realmente lembram o antigo Metallica, como a ótima “The Day That Never Comes”, e baladas mais lentas com um toque de rock alternativo que transmitem certa viagem sonora, cantadas de forma mais “limpa” por James Hetfield, como “The Judas Kiss”.

Marcado por um som mais próximo dos tempos áureos do Metallica em grande parte das faixas, ‘Death Magnetic’ demonstra duas faces da banda. A primeira face mostra a vontade de voltar ao passado de forma digna ao mesmo tempo em que a segunda mostra uma preocupação em não fazer um álbum integralmente nostálgico.

Enfim, o Metallica consegue resgatar uma qualidade próxima de seus álbuns clássicos inserindo inovações em seu som, o que parecia uma tentativa constante. Ao ouvir este lançamento, qualquer um que conheça a banda pode perceber que finalmente conseguiram!